PALAVRA PASTORAL
Um ato de compaixão em meio à dor
Texto: Quando Jesus viu sua mãe ali, e, perto dela, o discípulo a quem ele amava, disse à sua mãe: "Aí está o seu filho", e ao discípulo: "Aí está a sua mãe". Daquela hora em diante, o discípulo a levou para casa. João 19:26,27

Todos sabem que José, marido de Maria, embora não fosse o pai biológico de Jesus Cristo, era pai no aspecto legal.

Na crucificação de Jesus Cristo certamente José já havia morto. A última vez que se faz menção a José foi no episódio em que deixaram a Jesus em Jerusalém quando este tinha apenas doze anos de idade. (Lc 2.46).

Após esse acontecimento, José sai de cena. Maria, pelo contrário, foi mencionada diversas vezes durante o ministério de Jesus. Segundo o costume daqueles dias, sendo Jesus Cristo o filho mais velho na casa de uma viúva, tinha a obrigação de cuidar de sua mão em lugar do seu pai.

Não há dúvidas de que Jesus Cristo o fez durante toda a sua vida, mas agora é o momento em que Ele está voltando ao Pai e precisa garantir à sua mãe o amparo necessário.

Estes são os fatos que circundam o texto que acabamos de ler. Sendo assim, as palavras de Jesus Cristo na cruz, nos ensinam ao menos três coisas, a saber:

I - O SOFRIMENTO CAUSADO PELA CRUZ DA VIDA NÃO NOS ISENTA DAS NOSSAS RESPONSABILIDADES.

Há dias em que o sofrimento nos faz reféns e a insegurança nos rouba as forças. Há dias que as lutas parecem difíceis demais e que já não há mais forças para se levantar e continuar no caminho.
Há dias em que não existe mais voz, o que existe é somente um nó na garganta e, no peito uma angustiada alma que lamenta e se entristece.

Quem não passou por momentos assim? Talvez você esteja passando pelo momento mais difícil da sua vida, talvez se sinta esgotado física e emocionalmente e deseje desistir de tudo, até da sua família.
Mas, se você olhar para dentro de você, verá que Deus colocou um amor tão profundo em seu coração, que o ajudará a envolver-se com as necessidades daqueles a quem você ama e ainda cuidar deles, mesmo em meio a tanto sofrimento.

Não é de se perguntar? O que possibilita uma pessoa com câncer passar por sobre a sua própria dor e ter disposição para se preocupar com o bem estar do cônjuge e dos filhos? Só o amor de Deus em nós torna isso possível.

O melhor de tudo isso é que, se você já nasceu em Deus, este amor já está dentro de você, e deve somente ser exercitado. “... o amor de Deus (esse amor desobrigado, altruísta) está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Rm 5.5)

Na cruz percebemos o cuidado que Cristo teve com sua querida mãe. Jesus, mesmo dominado pela dor e sofrimentos, não se esqueceu e nem abriu mão de sua responsabilidade.
Lembre-se: o sofrimento e a dor não podem nos afastar das responsabilidades que temos com as pessoas a quem amamos.

II - A CRUZ DE CRISTO AMPLIA O CONCEITO DE FAMÍLIA.

As palavras de Jesus Cristo dão um novo sentido ao conceito familiar. “Mulher, eis ai teu filho, filho, eis ai tua mãe”.

Sabemos que Jesus tinha outros irmãos, mas era a João, o discípulo amado, que ele confiou sua mãe. Os membros da família de Jesus se distanciaram d’Ele. Há um texto que diz: Pois nem os seus irmãos criam nele. João 7:5.

Jesus muda a base dos relacionamentos. Agora o conceito de família já não se baseia apenas na descendência natural, mas na fé compartilhada, na espiritualidade dividida.

Aos pés da cruz, naquele triste dia, tanto Maria quanto João perderam. Ela perdeu a presença física do filho e ele do amigo. No entanto, ambos também ganharam – Maria ganhou outro filho e João ganhou uma maravilhosa mãe. Uma nova família foi forjada aos pés da cruz.

Aos pés da cruz a comunhão cristã não nasceu apenas para Maria e João, mas também para você, para mim e é extensivo a todo aquele que nele crê. Aos pés da cruz todos os verdadeiros crentes se fundem numa só família. Aos pés da cruz todos se tornam irmãos e irmãs em Cristo. Aos pés da cruz todos nos tornamos parte da família de Deus - a família dos remidos.

O texto diz que a partir desse momento João levou Maria para casa para viver com ele. João levou Maria para casa. Ela tinha alguém para cuidar dela e fornecer um lugar para ela. Para a nova relação existir, havia algo prático que precisava ser feito. O amor encarnou num gesto de generosidade e na forma mais prática.

É na cruz que todos os homens se encontram – na cruz o homem se encontra com Deus, na pessoa de seu Filho, mas também se encontra consigo e, por conseguinte, também se encontra com o próximo.
Na cruz nós (vocês e eu) nos encontramos. Eu os recebi em minha casa e vocês me receberam em suas vidas. Isso só foi possível porque nossos caminhos se encontraram na cruz de Cristo.
É como se Jesus Cristo tivesse dito: Isaias, eis ai tua família, e amigos, eis ai o teu pastor.
A igreja é a família que nasceu ao pés da cruz e a cruz inter-relaciona as mais diferentes pessoas.

III – NA CRUZ CRISTO NOS DESAFIA A ASSUMIRMOS O SEU LUGAR NESTE MUNDO.

Jesus Cristo depositou uma confiança fantástica em João. Jesus Cristo disse a João: “Eis aí tua mãe”, isto é: Eu a deixo aos teus cuidados, sê para ela como um filho que a guie.

Jesus Cristo coloca diante de João o desafio de preencher, da melhor forma possível, o vazio e a dor provocados por sua morte.

Esta honra concedida a João era um testemunho da sua fidelidade. Jesus Cristo sabia de todas as coisas. Jesus Cristo sabia do grande amor que João tinha por ele. Se assim não fora, jamais o teria feito guardião da sua mãe.

Seria uma preocupação e uma carga para João. Porém, ele a aceitou alegremente, e a levou à sua própria casa, sem objetar pelo incômodo ou pela despesa, nem lembrar suas obrigações com sua própria família, nem a má vontade de que poderia ser alvo, com isto. Observe que aqueles que verdadeiramente amam a Cristo, e são queridos por Ele, ficarão satisfeitos com uma oportunidade de fazer qualquer serviço para Ele ou para os dele.

Naquela tarde João aprendeu que quando alguém se aproxima da cruz recebe de Cristo uma missão. Quando o amor de Deus, manifesto na cruz do calvário nos alcança, então somos levados a colocar em segundo plano nossos projetos e ambições para aceitarmos de bom coração a missão que Deus nos confia.

Quando Cristo orou, na noite anterior, disse: "Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo" (Jo 17.18).

A encarnação do verbo se deu quando Cristo assumiu a missão que o Pai lhe deu junto aos homens. A igreja encarna o Cristo quando assume a missão dada por ele. Assim como João assumiu o lugar de Jesus Cristo na vida de Maria, assim também somos convidados a assumir o lugar de Cristo neste mundo tão carente e necessitado.

O próprio Cristo nos desafia a assumirmos o seu lugar todos os dias.
Jesus está olhando para aqueles que o amam hoje, para que ele possa confiar o pobre, viúva, órfão, não amado, e necessitados a eles.
Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram (Mt 25.40).

Nossos pais precisam do mesmo cuidado carinhoso que proporcionaríamos à Maria. Somos seu corpo, suas mãos, seus pés.
Jesus nos convida a ocupar Seu lugar na vida de alguém, a ser um pequeno Cristo nesse mundo.

Pr. Isaias Silva.
IBPAZ TESTEMUNHOS
O fato é que eu tinha um diagnóstico "médico" (por 2 médicos) de uma enfermidade chamada "Espondilite Anquilosante" (esta me causava muito sofrimento e dores insuportáveis na coluna e em várias articulações do corpo. No desespero da dor, na fraqueza e ausência de relação com Deus cheguei, inclusive, a suplicar pela mor (...)
Micheline Lopes
IBPAZ DESTAQUES
CTRP
Recanto da Paz (Chácara)
Contribuições
Orquestra IBPAZ
CORAL IBPAZ
JOVENS CASADOS
MISSÕES
DEP. INFANTIL
EBD
DIACONATO
GRUPOS DE COMUNHÃO
ATITUDE TEEN
BATISMO NAS ÁGUAS
Cadastre-se e receba novidades IBPAZ: